Ao que parece, o Macbook Air é, ao peso, mais barato do que caviar…
Tive oportunidade de experimentar o novo Macbook Air (que já está disponível para encomenda na loja portuguesa da Apple).
É, de facto, ultra-fino e leve o bastante (embora haja opções mais leves no mercado) para ser uma boa solução para quem procura portabilidade – embora muitos, provavelmente, gostariam de ver um monitor de apenas 12 polegadas.
O touchpad que permite vários gestos à la iPhone (ampliar e rodar imagens, por exemplo) dificilmente será uma característica determinante na altura de decidir a compra. Parece-me que o uso é limitado e as vantagens (permite poupar tempo, argumentou Steve Jobs na apresentação de ontem) discutíveis.
O produto é inovador o suficiente para apelar a alguns utilizadores. E o design extremamente elegante seguramente apela aos fãs incondicionais da Apple, para quem a estética é, habitualmente, um factor importante.
Mas, com a ausência de uma bateria amovível, de uma entrada para cabo de rede e com apenas uma entrada USB, as limitações são significativas. Posto de forma simples, os utilizadores do antigo Powerbook de 12 polegadas, que esperavam poder substituir o portátil na sequência desta Macworld, não têm muitas razões para alinhar no Air, que é significativamente mais caro que os Macbook.
Com o negócio da Apple cada vez mais focado na combinação iPod/iTunes (algo que o anúncio do sistema de aluguer de filmes só vem reforçar), este Macbook Air parece ter sido a estratégia encontrada para evitar uma segunda Macworld consecutiva sem apresentar um novo Mac.
Em S. Francisco, a tecnologia parece ser levada muito a sério (há, pelo menos, três dias que a Macworld vem na capa dos jornais locais). Ontem era frequente ouvir de passagem conversas nas ruas sobre os anúncios da Macworld. A maioria das pessoas parecia bem informada, debitando, por exemplo, as características técnicas do novo Macbook Air.
Uma das frases mais curiosas, contudo, ouvi-a numa conversa que tive com um produtor musical, chamado Joseph Ross: “Aqui em S. Francisco não usamos muito PC. Deixamos os PC para Seattle [uma alusão à Microsoft]“.
Algumas fotos de baixa resolução, tiradas com o telemóvel (clique para ampliar):
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Às oito da amanhã, havia uma enorme fila à porta do edifício. Entre os que estavam mais perto da porta, havia quem estivesse sentado em bancos ou a fazer pequenos exercícios com as pernas: deviam estar à espera há muito tempo.
Por volta das 11h30, já bem depois do fim da apresentação de Steve Jobs, um dos inscritos, bastante exaltado, entrou na sala de imprensa, a berrar que estavam “10 mil pessoas” ainda à porta (de facto, havia quem estivesse ainda na entrada).
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O Moscone Center, que albergou a convenção, é um edifício amplo, com enormes janelas.
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“There’s something in the air” Era o slogan nos enormes cartazes e uma referência ao novo ultra-portátil Macbook Air.
Eis as novidades reveladas pelo presidente da Apple, Steve Jobs, durante a apresentação esta manhã, em S. Francisco:
Time capsule: trata-se de um dispositivo de back up, equipado com disco rígido, ligação wireless e desenhado para funcionar em conjunto com a Time Machine, o software de back up introduzido com o sistema operativo Leopard.
Está disponível em duas versões: 500Gb (299 dólares; se a Apple seguir a linha habitual, custará 299 euros na Europa) e 1 Tb (499 dólares).
Novas funcionalidades no iPhone: Jobs apresentou os esperados mapas (uma aplicação criada em parceria com a Google), que determinam automaticamente a localização do utilizador. Para além disso, passa a ser possível enviar SMS para várias pessoas simultaneamente e há uma nova forma de configurar o painel inicial de aplicações. As funcionalidades estão disponíveis a partir de uma actualização gratuita de software.
O iPod Touch conta também com os novos mapas e com cinco novas aplicações. É necessário pagar 20 dólares para a actualização que dá acesso a estas funcionalidades.
Aluguer de filmes no iTunes: era um dos mais fortes rumores e foi confirmado na apresentação desta manhã. Em parceria com todos os grandes estúdios de Hollywood, a Apple vai permitir o aluguer de filmes através da loja online iTunes.
Os filmes poderão ser vistos em qualquer computador, iPod, iPhone ou mesmo numa televisão, através de uma nova versão da Apple TV e neste caso sem necessidade de ligação a um computador.
A Apple conta ter mil títulos disponíveis no final de Fevereiro nos EUA. O resto do mundo deverá poder ter acesso ao sistema de aluguer ainda este ano, mas não foram anunciadas datas.
Macbook Air: o lançamento de um ultra-portátil foi outro dos rumores que mais ecoou nos últimos tempos.
O novo Macbook Air tem (na versão standard) um monitor de 13,3 polegadas, disco rígido de 80Gb, 2Gb RAM, processador Intel Core 2 Duo 1,6 Ghz, estrutura em alumínio e teclado retro-ilumiado e touchpad sensível a vários gestos (à semelhança do iPhone) permitindo, por exemplo, ampliar ou rodar imagens.
Foi anunciado como o computador mais fino do mundo: fechado, tem 0.76 polegadas na parte de trás e apenas 0.16 na frente.
Não tem drive para leitura de discos, mas a Apple criou uma aplicação para que o Air possa aceder a drives de outros computadores onde o software seja instalado (Macs ou PC).
Custará 1799 dólares (previsivelmente, o mesmo em euros).
Um casal pergunta se lhes posso tirar uma fotografia. “Claro.” Seguem-se uns minutos de conversa e acabo por explicar que estou em S. Francisco para a Macworld. Eles também.
Mark explica que vieram do Utah. Ele produz e vende software para empresas e tem um stand montado no evento. Para além disso, é um fã assumido da Apple.
O episódio passou-se na Union Square, uma uma praça no centro de S. Francisco, rodeada de edifícios. No topo de quase todos, existe um anúncio publicitário. Um deles até é ao iPod:

(foto de baixa resolução, tirada com o telemóvel)
Em S. Francisco, é fácil encontrar nas ruas cartazes a anunciar a Macworld (curiosamente, é uma silhueta com um iPod que serve de suporte gráfico aos anúncios à conferência).
Muitos jornais locais trouxeram o assunto na primeira página de hoje. De acordo com o San Francisco Chronicle é provável que a Apple anuncie um serviço de aluguer de filmes através do iTunes.
Só amanhã, às 9h00 locais (18h00 em Lisboa), numa aguardada apresentação, Steve Jobs vai revelar o que tem na manga para 2008. Mas não será fácil conseguir o mesmo efeito que há um ano, quando deu a conhecer o iPhone.
A Macworld, convenção anual da Apple, arranca no dia 14, em S. Francisco, EUA. Como habitual, as semanas que antecipam o evento estão recheadas de rumores, mais ou menos credíveis, sobre as novidades que a emrpesa (sempre muito reservada) poderá apresentar.
O Digital estará na Macworld. Mas, até lá, fica uma – incompleta – compilação de rumores que circulam pela Web.
Estas ideias surgem sobretudo em blogues especializados e sites noticiosos, e são da autoria de bloggers, jornalistas e analistas profissionais. Algumas são resultado de uma análise do mercado e do comportamento da Apple, outras não são mais do que desejos que um fã gostaria de ver concretizados. Como habitual, não há confirmações oficiais.
- A criação de uma editora de música em parceria com o rapper Jay-Z.
- Um computador ultra-portátil (esta é uma das mais fortes e das mais ecoadas especulações).
- Uma actualização do software do iPhone, que incluirá, entre outras funcionalidades, GPS e o uso de Mapas Google.
- O aluguer de filmes através da loja iTunes e ao abrigo de um acordo com a Fox (o acordo foi dado como certo em vários jornais de referência; resta agora saber se o anúncio será feito já na Macworld).
- Um rato sensível a múltiplos cliques (ou um “touchpad” sensível a múltiplos toques, eventualmente a acompanhar o(s) novo(s) computador(es))
- Uma docking station, para transformar um portátil num computador de secretária.